CAMPEONATO
PAULISTA DE KART-CROSS
REGULAMENTO
TÉCNICO 2008
CHASSI
(para todas as categorias):
A
Construção do chassi é livre.
Com referência a resistência da construção, ela deverá ser
tubular, capaz de resistir com adequado grau de segurança
a todos os esforços produzidos durante o seu uso em competição.
A estrutura do veículo deverá ser construída com tubos de
diâmetro mínimo de 25mm e no máximo 32mm, com parede mínima
de 1,5mm, dentro de um padrão que proteja o piloto, com
dois arcos de segurança no sentido longitudinal (da extremidade
dianteira até a extremidade traseira) amarrados com no mínimo
5 (cinco) travessas de construção soldada, que deverão estar
no mínimo à 5 (cinco) cm acima da cabeça do piloto sentado
com os cintos atados. É obrigatório o uso de barra de desvio
lateral na largura máxima das rodas traseiras (paralela
às rodas traseiras) de no mínimo 22mm e no máximo 25mm de
diâmetro externo, sendo que esta proteção nunca deverá exceder
a largura das rodas e nas barras traseiras de desvio os
tubos a serem usados deverão ser de tubo de aço, com as
medidas máximas de diâmetro externo de 32mm. Nos arcos de
segurança não se admitirá emendas em sua extensão. Somente
nas bases e nas uniões dos tubos é que será permitido o
uso do processo de soldagem, nenhuma parte da estrutura
ou da carenagem poderá exceder a largura das rodas. Todas
as curvas efetuadas nos tubos deverão obedecer um raio médio
mínimo de 50mm.
Não se admite cantos vivos em qualquer parte da estrutura
tubular. O assoalho deve ser obrigatoriamente fechado desde
a extremidade dianteira até o banco do piloto, em chapa
de aço de espessura mínima de 1,2mm, sem furos. O arranjo
inferior é livre, com a condição que nenhum instrumento
ou objeto apresente saliência perigosa.
Modelo divergente com este regulamento deve passar por vistoria
técnica, acompanhado do croqui e declaração de responsabilidade
técnica com o no. do CREA assinada pelo responsável técnico
pelo projeto para ser homologado.
MEDIDAS
Comprimento total: mínimo 2.000mm - máximo 2.300mm
Largura máxima: 1.350mm
Distância entre-eixos: mínimo 1.600mm
- máximo 1.750mm
Balanço dianteiro máximo: 400mm
Balanço traseiro máximo: 300mm
CATEGORIAS
135cc: conforme ítem de chassi e motor deste
regulamento.
250cc:
conforme ítem de chassi e motor deste regulamento.
EQUIPAMENTOS OBRIGATÓRIOS
Cinto de segurança com no mínimo quatro pontos de fixação,
e fixado por parafusos de no mínimo 8mm de diâmetro, e é
proibido qualquer tipo de extensão metálica.
Capacete aprovado pelo INMETRO com óculos ou viseira.
Protetor cervical (pescoceira), luvas, calça comprida, camisa
com manga comprida.
Pedal de acionamento do motor para motores 2 tempos, e
partida elétrica para 4 tempos.
Proteção lateral, não metálicas, lados direito e esquerdo
do piloto, podendo ser substituída por carenagem plástica
na altura dos ombros do piloto sem impedir a visão lateral
(tela tipo elástico, fechamento total).
Apoio para a cabeça do piloto em casos de colisão pela traseira.
Espelhos retrovisores em ambos os lados.
Tela metálica na parte dianteira do veículo na altura da
cabeça do piloto (tipo para-brisa).
IDENTIFICAÇÃO DO KART
Todos os veículos deverão ostentar números aplicados sobre:
Carenagem ou placa visto pela frente colocado acima da cabeça
do piloto.
Placa colocada no ponto mais alto da estrutura, no sentido
longitudinal e visto pelos dois lados
Os números deverão ter duas casas (do 00 ao 99) e ter no
mínimo 20cm de altura por 5cm de traço,
Os números deverão ser pretos sobre fundo
branco.
O competidor não poderá trocar o número do kart durante
o campeonato, e em caso de karts com números iguais, terá
preferência o piloto filiado ao CSPA, caso nenhum dos pilotos
sejam filiados, a preferência é da inscrição mais antiga.
Nome, tipo sangüíneo e fator RH do piloto em ambos os lados
do Kart
PNEUS
Dianteiro: 3.50x10"
Traseiro: 17x7.5x8"
RODAS
Dianteira: 10" no diâmetro com largura livre.
Traseira: 8" no diâmetro com largura mínima
de 5" e máxima de 6,5"
MOTOR
(Somente motores de procedência nacional)
Categoria 135cc:
motores 2 tempos: Yamaha RD135, RX125, RDZ135.
Carburador: Original do modelo Yamaha DT200 de no
máximo 26mm de diâmetro, permitido alterar calibragens
internas. Proibido sistemas de sobrealimentação
não originais.
Cabeçote:
Livre.
Taxa de compressão: Livre.
Cilíndro: Proibido o tratamento superficial.
Permitido retífica até 1,00mm maior que o
original.
Pistão:
livre
Ignição: Ignições de ponto fixo (Motoplat,
PVL, Selettra) ou ignições de ponto
variável de procedência nacional.
Filtro de ar: livre.
Escapamento: Livres de fabricação nacional.
Proibido o uso de válvula no sistema de exaustão.
Combustível: Álcool hidratado vendido
nos postos de combustível.
Alimentação: Por
gravidade. Proibido o uso de bombas mecânicas ou elétricas.
Demais ítens do motor são
livres.
Categoria 250cc:
Motores 4 tempos: Honda Twister ou Tornado 4 tempos de 250cc.
É obrigatório possuir
nota fiscal do motor, com uma cópia em poder do clube.
Carburador:
Original do modelo, inclusive
com o acionamento à vácuo e diâmetro
do venturi, permitido calibrar molas e passagens de ar e
combustível.
Proibido o acionamento por meio de
cabo no pistonete.
Cabeçote:
Permitido desbaste e polimento
dos dutos.
Taxa
de compressão: Livre.
Cilíndro:
Proibido o tratamento superficial. Permitido
retífica até 1,00mm maior que o original.
Pistão:
Original. Proibido alívio,
retrabalho ou eliminar anéis. Permitido o rebaixamento
das cavas de válvulas e superfície em caso
de interferência com o cabeçote quando rebaixado.
Ignição:
Original (inclusive o CDI), conforme
especificação do fabricante. Proibido aliviar
peso no volante magnético. Proibido
re-programar o CDI.
Comando
de válvulas:
Original do modelo. Permitido sacar
as engrenagens e alterar o ponto.
Válvulas:
Originais, conforme especificações do fabricante.
Proibido
o retrabalho no perfil.
Virabrequim:
Original, proibido aliviar peso.
Filtro de ar: livre.
Escapamento: De construção livre, porém com
silenciador com no mínimo 300mm de comprimento (na perda
do silenciador por quebra ou acidente o piloto receberá
uma bandeira preta com círculo laranja, e terá três voltas
para entrar nos boxes para o devido reparo, caso o piloto
não respeite a bandeira, será desclassificado da prova).
Combustível: Álcool hidratado vendido
nos postos de combustível.
Alimentação: Por
gravidade. Proibido o uso de bombas mecânicas ou elétricas.
Sistema elétrico:
É obrigatório o funcionamento do sistema de
partida elétrica e do carregador de bateria. É
permitido reduzir o comprimento ou suprimir os fios sem
função no chicote.
Lubrificação: Radiador de óleo
original. Permitido substituir/alongar mangueiras.
Demais ítens do motor conforme
especificação do fabricante para o modelo.
TRANSMISSÃO
Transmissão de força as rodas por corrente, tração traseira.
FREIOS
Somente nas rodas traseiras. Sistemas e acionamento livres.
TANQUE DE
COMBUSTÍVEL
De construção
metálica. Capacidade máxima 10,5L, posicionado
entre-eixos.
O tanque deve estar localizado dentro dos limites do chassi
do veículo e fixado por cintas metálicas.
Não será permitido partes do tanque fora dos
limites de proteção da estrutura, exceto o
bocal que pode exceder a estrutura mas não deve tocar
o solo em caso de tombamento do veículo.
ABASTECIMENTO
O abastecimento em uma ou todas as baterias será feito pela
organização na medida de 5 litros de combustível para cada
competidor em cada bateria (o combustível será cedido
pelo piloto no ato da inscrição e misturados num recipiente
comum), para todas as categorias.
SUBSTITUIÇÃO
CHASSI/MOTOR
Não é permitida a substituição do chassi após a primeira
bateria.
A substituição do motor em qualquer bateria, invalida a
posição obtida pelo piloto para largar na terceira bateria,
tendo que alinhar no final do grid, sem prejuízo
na pontuação já conquistada.
PONTUAÇÃO
Cada etapa é formada por inscrição do piloto e três baterias
em cada categoria, com pontuação
individual (as posições de largada da primeira bateria será
formada pela ordem de sorteio; a segunda bateria pela ordem
invertida do sorteio; a terceira bateria, somente para a
135cc, será formada pela soma dos pontos das baterias anteriores).
A soma dos pontos das três baterias determina o vencedor
da etapa, nesta soma não é computado o ponto extra pela
"pole position". O desempate será pela bateria mais recente.
Critério de pontuação por bateria:
1º COLOCADO = 11 pontos
2 º COLOCADO = 9 pontos
3 º COLOCADO = 8 pontos
4 º COLOCADO = 7 pontos
5 º COLOCADO = 6 pontos
6 º COLOCADO = 5 pontos
7 º COLOCADO = 4 pontos
8 º COLOCADO = 3 pontos
9 º COLOCADO = 2 pontos
10º COLOCADO = 1 ponto
"pole position" da terceira bateria = 1 ponto extra no campeonato.
Só marcará pontos o competidor que completar 2/3 ou mais
voltas da bateria.
CAMPEÃO
Será considerado o Campeão, o piloto que somar o maior número
de pontos ao final do campeonato.
DURAÇÃO DA PROVA
A etapa é disputada em três baterias quando não ultrapassar
a quantidade de 25 participantes. Acima de 25 participantes
a prova terá cinco baterias, e cada piloto participará
de apenas três delas.
Para pistas de até 650m de extensão = duas baterias de 18
voltas e uma de 20 voltas.
Para pistas de 650m até 800m de extensão = duas baterias
de 15 voltas e uma de 18 voltas.
Para pistas acima de 800m de extensão = duas baterias de
13 voltas e uma de 15 voltas.
Quando faltar 5 voltas para o término da bateria será mostrado
ao líder a placa de 5 voltas para o final, e na seqüência
as placas de 4, 3, 2 e 1 para a última volta.
AUXÍLIO
Cada competidor deverá ter um ajudante que o auxilie para
dar partida no kart, e permanecer na pista durante a prova,
em local seguro, para ajudar a todos os competidores em
caso de acidentes.
LARGADA
A largada será em movimento, e serão completadas quantas
voltas de apresentação forem necessárias e a critério do
diretor de prova para que os karts conservem seus lugares
no grid. A largada pode ser validada sem a presença de qualquer
piloto que independente do motivo não esteja na sua posição.
O piloto que prejudicar três largadas será
obrigado a alinhar em último.
GRID
Caso alguma bateria ultrapasse a quantidade máxima de competidores
estipulada para a pista, esta bateria será dividida em duas
baterias classificatórias, onde se classificará metade do
grid máximo em cada bateria.
O grid da 1ª bateria será formado pelos números de ordem
ímpares do sorteio ou sorteio invertido (Ex.: 1º, 3º, 5º,
... colocado), e a outra bateria classificatória será formada
pelos números de ordem pares.
O grupo impar largará nas posições
impares na bateria final, e o grupo par nas posições
pares.
(pista até 650m de extensão = 25 karts, de 650m a 800m =
30 karts, mais de 800m = 35 karts)
VISTORIA
Esporadicamente será realizada uma vistoria técnica antes
da prova para a verificação de cinto de segurança, tela
frontal, ignição, pneus, etc.
Esporadicamente será realizada uma vistoria técnica após
a corrida, para a verificação do diâmetro dos carburadores,
tipo de ignição, capacidade cúbica, giro
máximo do motor 4 tempos, etc.
Caso haja suspeita que algum motor
de 4 tempos esteja com algum ítem fora do regulamento,
o motor pode ser requisitado pelo clube para que sejam feitas
as devidas verificações. Se forem encontrados
ítens em desacordo com o regulamento, o piloto perderá
todos os pontos conquistados até o momento da abertura
do motor. A verificação será feita
em oficina autorizada pelo CSPA com a presença das
partes interessadas. O motor será entregue desmontado
logo após a verificação, e as despesas
de fechamento do motor serão por conta do proprietário.
Ao final do campeonato, o CSPA poderá
requisitar os motores dos cinco primeiros colocados na categoria
250cc, e serão parcialmente abertos (cabeçote
e tampa da ignição) para a verificação
de tamanho de pistão, originalidade do comando de
válvulas e válvulas, volante de ignição,
etc. Se algum ítem estiver em desacordo ao regulamento,
o piloto será desclassificado do campeonato.
A organização se reserva ao direito de fazer a abertura
dos motores ao final da prova em qualquer kart inscrito.
O piloto deverá fornecer o mecânico e as ferramentas para
a abertura do motor. A quantidade e posições dos karts vistoriados
é de escolha da organização. As despesas decorrentes da
abertura e fechamento do motor é de responsabilidade do
próprio piloto.
RECLAMAÇÕES (categoria 250cc)
É de direito de qualquer piloto
ou grupo de pilotos da categoria contestar a conformidade
do motor de qualquer competidor.
A contestação poderá ser feita com cheque caução no valor
de R$250,00 para o custeio
das peças e mão de obra de abertura e fechamento do motor.
- Para reclamação improcedente, o
motor será remontado, novamente lacrado, e devolvido ao
reclamado.
- Para reclamação procedente, o cheque
será devolvido ao reclamante e o motor será devolvido ao
reclamado desmontado para que este faça as devidas alterações.
A taxa será cobrada do piloto cujo motor foi contestado,
abatidos os valores das peças e fechamento do motor. Neste
caso o piloto reclamado perderá todos os pontos já conquistados
no campeonato. O desmonte parcial (cabeçote/cilindro e tampa
lateral da ignição) do motor será feito em oficina autorizada
pelo CSPA com a presença de um representante do CSPA, reclamante
e reclamado.
Também poderá ser feita uma reclamação
específica para o comando de válvulas. Neste caso a verificação
poderá ser feita na pista logo após a competição, desde
que se tenha tempo e a configuração do kart permita a abertura
da tampa de válvulas sem a remoção do motor.
A contestação poderá ser feita por meio de cheque caução
no valor de R$90,00, e o piloto
reclamado deverá fornecer o mecânico.
- Para reclamação improcedente o cheque será entregue ao
piloto reclamado para as despesas decorrentes da abertura
da tampa.
- Para reclamação procedente, o cheque será devolvido ao
reclamante, e as despesas correrão por conta do reclamado,
que perderá todos os pontos já conquistados.
Foi eleita como oficina autorizada
pelo CSPA a TOP MOTOS, com sede em Votorantim, à rua Segundo
Lopes Carmona, 65, Tel.: (15) 3243-5753. Despesas decorrentes
de viagens do reclamado ou reclamante não serão reembolsadas
pelo clube, independente do resultado da verificação.
ÍTENS NÃO CITADOS NESTE REGULAMENTO SÃO LIVRES.
Este regulamento foi aprovado pela diretoria do Clube Sul
Paulista de Automobilismo, e é válido para todas as competições
por ele realizadas no ano de 2008. Inclusões, alterações
e adendos não são permitidos para este regulamento.
Votorantim, 4 de Janeiro de 2008.
(Em
vermelho as mudanças para 2008)